| Neste documento há uma série de referências para
políticas de segurança. Seguidamente, estas referências
incluirão recomendações para políticas específicas.
O que é uma política de segurança?
Por que ter uma?
O que faz uma boa política de segurança?
Mantendo a política flexível
Links Complementares
Introdução:
1.1 - O que é uma política de segurança?
Por que ter uma?
As decisões que você como administrador toma ou deixa de
tomar, relacionadas à segurança, irão determinar quão
segura ou insegura é a sua rede, quantas funcionalidades ela irá
oferecer, e qual será a facilidade de utilizá-la. No entanto,
você não consegue tomar boas decisões sobre segurança,
sem antes determinar quais são as suas metas de segurança.
Até que você determine quais sejam elas, você não
poderá fazer uso efetivo de qualquer coleção de ferramentas
de segurança pois você simplesmente não saberá
o que checar e quais restrições impor.
Por exemplo, seus objetivos provavelmente serão muito diferentes
dos que são definidos por um vendedor de produto. Os vendedores
procuram deixar a configuração e a operação
de seus produtos o mais simplificado possível, o que implica que
as configurações default normalmente serão bastante
tão abertas (e por conseguinte inseguras) quanto possível.
Se por uma lado isto torna o processo de instalação de novos
produtos mais simples, também deixa acessos abertos, para
qualquer usuário.
Seus objetivos devem ser determinados a partir das seguintes determinantes:
- Serviços oferecidos versus Segurança fornecida - Cada serviço oferecido para os usuários carrega seu próprios
riscos de segurança. Para alguns serviços, o risco é
superior que o benefício do mesmo, e o administrador deve optar
por eliminar o serviço ao invés de tentar torná-lo
menos inseguro.
- Facilidade de uso versus Segurança - O sistema
mais fácil de usar deveria permitir acesso a qualquer usuário
e não exigir senha, isto é, não haveria segurança.
Solicitar senhas torna o sistema um pouco menos conveniente, mas mais seguro.
Requerer senhas "one-time" geradas por dispositivos, torna o
sistema ainda mais difícil de utilizar, mas bastante mais seguro.
- Custo da segurança versus o Risco da perda - Há
muitos custos diferentes para segurança: monetário (o custo
da aquisição de hardware e software como firewalls, e geradores
de senha "one-time"), performance (tempo cifragem e decifragem),
e facilidade de uso. Há também muitos níveis de risco:
perda de privacidade (a leitura de uma informação por indivíduos
não autorizados), perda de dados (corrupção ou deleção
de informações), e a perda de serviços (ocupar todo
o espaço disponível em disco, impossibilidade de acesso à
rede). Cada tipo de custo deve ser contra-balançado ao tipo de perda.
Seus objetivos devem ser comunicados a todos os usuários, pessoal
operacional, e gerentes através de um conjunto de regras de segurança,
chamado de "política de segurança". Nós
utilizamos este termo ao invés de "política de segurança
computacional", uma vez que o escopo inclui todos os tipos de tecnologias
de informação e informações armazenadas e manipuladas
pela tecnologia.
1.1.1 - Definição de uma política de segurança
Uma política de segurança é a expressão
formal das regras pelas quais é fornecido acesso aos recursos tecnológicos
da empresa.
1.1.2 - Propósitos de um política de segurança
O principal propósito de uma política de segurança
é informar aos usuários, equipe e gerentes, as suas obrigações
para a proteção da tecnologia e do acesso à informação.
A política deve especificar os mecanismos através dos quais
estes requisitos podem ser alcançado. Outro propósito é
oferecer um ponto de referência a partir do qual se possa adquirir,
configurar e auditar sistemas computacionais e redes, para que sejam adequados
aos requisitos propostos. Portanto, uma tentativa de utilizar um conjunto
de ferramentas de segurança na ausência de pelo menos uma
política de segurança implícita não faz sentido.
Uma política de uso apropriado (Appropriate - ou Acceptable - Use Policy
- AUP) pode também ser parte de uma política de segurança.
Ela deveria expressar o que os usuários devem e não devem fazer
em relação aos diversos componentes do sistema, incluindo o tipo
de tráfego permitido nas redes. A AUP deve ser tão explícita
quanto possível para evitar ambiguidades ou maus entendimentos. Por exemplo,
uma AUP pode lista newsgroups USENET proibidos.
1.1.3 - Quem deve ser envolvido na formulação da política?
Para que uma política de segurança se torne apropriada
e efetiva, ela deve ter a aceitação e o suporte de todos
os níveis de empregados dentro da organização. É
especialmente importante que a gerência corporativa suporte de forma
completa o processo da política de segurança, caso contrário
haverá pouca chance que ela tenha o impacto desejado. A seguinte
lista de indivídulos deveria estar envolvida na criação
e revisão dos documentos da política de segurança:
- O administrador de segurança do site
- O pessoal técnico de tecnologia da informação
- Os Administradores de grandes grupos de usuários dentro da organização
- A equipe de reação a incidentes de segurança
- Os Representantes de grupos de usuários afetados pela política
de segurança
- O Conselho Legal
A lista acima é representativa para muitas organizações que tem controle acionário,
mas não necessariamente para todas. A idéia é trazer representações
dos membros, gerentes com autoridade sobre o orçamento e política, pessoal técnico que saiba
o que pode e o que não pode ser suportado, e o conselho legal que
conheça as decorrências legais das várias políticas.
Em algumas organizações, pode ser apropriado incluir pessoal
de auditoria. Envolver este grupo é importante se as política
resultante deverá alcançar a maior aceitabilidade possível.
Também é importante mencionar que o papel do conselho legal
irá variar de país para país.
Clique
aqui para acessar informações sobre o time de resposta a incidentes
de segurança da Universidade de Stanford
1.2 O que faz uma boa política de segurança?
As características de uma boa política de segurança
são:
- Ela deve ser implementável através de procedimentos de
administração, publicação das regras de uso
aceitáveis, ou outros métodos apropriados.
- Ela deve ser exigida com ferramentas de segurança, onde apropriado,
e com sanções onde a prevenção efetiva não
seja tecnicamente possível.
- Ela deve definir claramente as áreas de responsabilidade para
os usuários, administradores e gerentes.
Os componentes de uma boa política de segurança incluem:
- Guias para a compra de tecnologia computacional que especifiquem os requisitos
ou características que os produtos devem possuir.
- Uma política de privacidade que defina expectativas razoáveis
de privacidade relacionadas a aspectos como a monitoração de
correio eletrônico, logs de atividades, e acesso aos arquivos dos usuários.
- Uma política de acesso que define os direitos e os privilégios
para proteger a organização de danos, através da especificação
de linhas de conduta dos usuários, pessoal e gerentes. Ela deve oferecer
linhas de condutas para conexões externas, comunicação
de dados, conexão de dispositivos a uma rede, adição
de novos softwares, etc. Também deve especificar quaisquer mensagens
de notificação requeridas (por exemplo, mensagens de conexão
devem oferecer aviso sobre o uso autorizado, e monitoração
de linha, e não simplesmente "welcome".
- Uma política de contabilidade que defina as responsabilidades dos
usuários. Deve especificar a capacidade de auditoria, e oferecer a
conduta no caso de incidentes (por exemplo, o que fazer e a quem contactar
se for detectada uma possível intromissão.
- Uma política de autenticação que estabeleça
confiança através de uma política de senhas efetiva,
e através da linha de conduta para autenticação de acessos
remotos e o uso de dispositivos de autenticação.
- Um documento de disponibilidade que define as expectativas dos usuários
para a disponibilidade de recursos. Ele deve endereçar aspectos como
redundância e recuperação, bem como especificar horários
de operação e de manutenção. Ele também
deve incluir informações para contato para relatar falhas de
sistema e de rede.
- Um sistema de tecnologia de informação e política de
manutenção de rede que descreva como tanto o pessoal de manutenção
interno como externo devem manipular e acessar a tecnologia. Um tópico
importante a ser tratado aqui é como a manutenção remota
é permitida e como tal acesso é controlado. Outra área
para considerar aqui é a terceirização e como ele é
gerenciada.
- Uma política de relatório de violações que indique
quais os tipos de violações devem ser relatados e a quem estes
relatos devem ser feitos. Uma atmosfera de não ameaça e a possibilidade
de denúncias anônimas irá resultar uma grande probabilidade
que uma violação seja relatada.
- Suporte a informação que ofereça aos usuários
informações para contato para cada tipo de violação;
linha de conduta sobre como gerenciar consultas externas sobre um incidente
de segurança, ou informação que seja considerada confidencial
ou proprietária; referências cruzadas para procedimentos de segurança
e informações relacionadas, tais como as políticas da
companhia e leis e regulamentações governamentais.
Pode haver requisitos regulatórios que afetem alguns aspectos
de sua política de segurança (como a monitoração).
Os criadores da política de segurança devem considerar a
busca de assistência legal na criação da mesma. No
mínimo, a política deve ser revisada por um conselho legal.
Uma vez que a política tenha sido estabelecida ela deve ser claramente
comunicada aos usuários, pessoal e gerentes. Deve-se criar um documento
que os usuários assinem, dizendo que leram, entenderam e concordaram
com a política estabelecida. Esta é uma parte importante
do processo. Finalmente sua política deve ser revisada regularmente
para verificar se ela está suportando com sucesso suas necessidades
de segurança.
1.3 - Mantendo a política flexível
No intuito de tornar a política viável a longo prazo,
é necessário bastante flexibilidade baseada no conceito de
segurança arquitetural. Uma política deve ser largamente
independente de hardware e softwares específicos. Os mecanismos
para a atualização da política devem estar claros.
Isto inclui o processo e as pessoas envolvidas.
Também é importante reconhecer que há expectativas
para cada regra. Sempre que possível a política deve expressar
quais expectativas foram determinadar para a sua existência. Por
exemplo, sob que condições um administrador de sistema tem
direito a pesquisar nos arquivos do usuário. Também pode
haver casos em que múltiplos usuários terão acesso
à mesma userid. Por exemplo, em sistemas com um usuário root,
múltiplos administradores de sistema talvez conheçam a senha
e utilizem a conta.
Outra consideração é chamada a "Síndrome
do Caminhão de Lixo". Isto se refe a o que pode acontecer ao
um site se uma pessoa chave repentinamente não esteja mais disponível
para sua função (ficou doente ou deixou a companhia). Enquanto
a grande segurança reside na mínima disseminação
de informação, o risco de perder informação
crítica cresce quando a informação não é
compartilhada. É importante determinar qual o peso ideal desta medida
em seu site.
Links Complementares:
Política
de Segurança da NASA para a Internet
Desenvolvimento
da Política de Segurança
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